segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
domingo, 17 de dezembro de 2017
"A murmuração abre portas para o inimigo causar problemas"
"Quando vemos alguém murmurando podemos até pensar: 'Por que você está encarando isso como uma grande coisa?'. Mas quando temos que lidar com o nosso próprio incômodo, a história é diferente. É aí que questionamos: "Por que algo tão ruim está acontecendo comigo?!". apesar de parecer que muitas vezes o nosso dia tem centenas de motivos para que reclamemos dele, a murmuração não ajudará a resolver os problemas e só abrirá caminho para que o inimigo trabalhe o ódio em nosso coração.
A autora destacou que a murmuração pode até mesmo prejudicar o relacionamento do ser humano com Deus, com outras pessoas e até com ele mesmo.
"É fácil se queixar. Nós provavelmente não percebemos quantas vezes nós fazemos isso durante o dia. Eu acredito que é uma das coisas mais desafiadoras para superar", reconheceu.
"A murmuração é um negócio perigoso. Pode danificar ou mesmo destruir seu relacionamento com Deus, seus relacionamentos com outras pessoas e até mesmo com seu relacionamento com você mesmo", destacou ela.
Porém a escritora destacou uma passagem bíblica que não poderia ser mais clara e direta com relação a este assunto.
"Filipenses 2:14 diz: 'Façam tudo sem queixas nem discussões'. É um comando bem claro, mas não é algo que qualquer um pode fazer por si mesmo", afirmou.
"Lembre-se que cada palavra que você fala tem algum tipo de efeito. Provérbios 18:21 diz que nossas palavras carregam o poder da vida ou da morte com elas - o modo como falamos realmente importa. Por isso, faz sentido que consigamos evitar as reclamações", disse.
Joyce Meyer apontou a murmuração como a abordagem que o diabo mais gosta e esse é um dos perigos desta atitude, que muitas vezes o 'murmurador' não consegue perceber.
"Penso na murmuração como a linguagem do inimigo. Quando o fazemos, abrimos a porta para ele entrar em uma situação e causar problemas. Por outro lado, louvor e ação de graças são a linguagem de Deus", lembrou.
"Como eu disse antes, é fácil se queixar. Há muitas coisas que acontecem todos os dias que poderíamos murmurar. Mas elas realmente não valem o desgaste que sofremos quando ficamos chateados por causa delas", acrescentou.
Ingratidão X Liberdade
Caminhando para uma abordagem mais direta sobre o assunto, Meyer lembrou que a murmuração é um claro sinal de ingratidão a Deus e traz uma ideia distorcida sobre a vida.
"A murmuração vem de uma atitude ingrata, orgulho exarcebado do coração. Isso nos faz sentir que que coisas ruins não deviam acontecer conosco", explicou.
Porém Meyer destacou com um testemunho pessoal que o melhor, em vez de se limitar a permanecer reclamando das situações difíceis, o melhor é buscar o crescimento espiritual que pode surgir daquela ocasião.
"Aprendi que há uma abordagem melhor para estas situações: Procure o tesouro de cada tentativa", lembrou. "A verdade é que alcancei a maior parte do meu crescimento espiritual nos momentos mais difíceis e dolorosos da minha vida. As provações da vida me fizeram clamar a Deus. E à medida que fiz isso, Ele me transformou. Ele me ajudou a desenvolver uma atitude de gratidão e humildade, que trouxe uma verdadeira liberdade para minha vida".
"O que é liberdade real? A verdadeira liberdade é ser capaz de não conhecer completamente o meu caminho e ainda ser tão feliz como se eu conhecesse", acrescentou.
Meyer lembrou que seu discurso não consiste em afirmar que optar pela gratidão em vez da murmuração é algo fácil, porém vale a pena o esforço.
"É um processo difícil chegar ao ponto de ter a liberdade real. Mas vale a pena! Só precisamos aceitar que desenvolver a maturidade espiritual vai doer. Crescer em Deus não é confortável. Há momentos de sacrifício envolvidos neste processo. E haverá momentos em que Deus pedirá que você faça algumas coisas e você vai sentir que você não aguenta - mas Ele lhe dará a graça para fazê-las", afirmou
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Amor Eterno – A História de Oseias e Gômer
O
calendário na parede indicava cerca de 760 anos antes do nascimento de
Cristo. Jeroboão II ocupava o trono de Israel, o reino do norte, e suas
façanhas militares tinham expandido as fronteiras de Israel para muito
além do que já tinham sido desde os dias do glorioso reinado de Salomão.
O dinheiro dos impostos cobrados das nações sujeitas a Israel jorrava
na casa do tesouro em Samaria, a capital, e o povo de Israel gozava um
período de prosperidade sem precedentes.
Como quase sempre acontece, com a prosperidade veio a
degradação moral e espiritual. O secularismo e o materialismo tomaram
conta do coração do povo, e o pecado corria solto. A lista de pecados
parecia a da América do século XX: blasfêmia, mentira, morte, roubo,
bebedeira, perversão, perjúrio, fraude e opressão, para citar apenas
alguns. No entanto, o que mais entristecia o coração de Deus era o
pecado da idolatria (Oseias 4:12, 13; 13:2). Os bezerros de ouro feitos
por Jeroboão I, cerca de 150 anos antes, tinham aberto as comportas para
todo tipo de mal proveniente da idolatria dos cananeus, incluindo
alcoolismo, prostituição religiosa e sacrifício humano.
Uma vez que o Senhor considerava a nação de Israel
como Sua esposa, Ele via a adoração a outros deuses como adultério
espiritual. O Antigo Testamento fala frequentemente de Israel
adulterando ou se prostituindo após outros deuses (Dt. 31:16, Jz. 2:17,
por exemplo). Desde o princípio, o Senhor dissera à nação que não a
dividiria com os outros. “Não terás outros deuses diante de Mim” foi o
primeiro dos dez grandes mandamentos (Ex. 20:3).
Mas Israel persistia em ignorar esse mandamento; e lá pelos dias de
Jeroboão II a situação ficou intolerável. Deus ia falar de forma
decisiva, e o primeiro a ser escolhido foi um profeta chamado Amós. O
ex-pastor de ovelhas de Tecoa trovejou as advertências do julgamento
iminente de Deus, mas a nação lhe deu pouca atenção. Por isso, Deus
falou novamente, desta vez pelo profeta Oseias, cujo nome significa “O
Senhor é salvação”.
A primeiríssima coisa que Deus falou a Oseias foi acerca do seu insólito casamento:
“Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição,
porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR” (Oseias 1:2). Ao
longo dos anos, estas instruções têm sido entendidas de diversas formas
pelos estudiosos das Escrituras. Alguns acreditam que Deus estivesse
mandando Oseias se casar com uma ex-prostituta. Outros acham que uma
mulher de prostituições se referia simplesmente a uma mulher de Israel, o
reino do norte, uma nação culpada de adultério espiritual. Seja qual
for o caso, é óbvio que ela era uma mulher profundamente afetada pela
negligência moral da sociedade onde vivia, e Deus pretendia usar o
relacionamento pessoal do profeta com ela como uma lição clara e
objetiva sobre o Seu próprio relacionamento com Seu povo infiel, Israel.
Fosse qual fosse seu passado, Gômer deve ter demonstrado algum sinal de
verdadeiro arrependimento e fé no Senhor. Talvez ela tenha
correspondido ao ministério cheio do Espírito do próprio Oseias, e ele
se viu atraído por ela com um amor profundo e abnegado. Deus o levou a
tomá-la como esposa e foi assim que Gômer, filha de Diblaim, tornou-se a
insólita esposa do jovem pregador iniciante.
O início de seu casamento deve ter sido lindo, à
medida que o amor entre eles florescia. E Deus abençoou sua união com
um filho. Como o coração de Oseias deve ter se enchido de alegria! Ele
estava convencido de que seu casamento seria melhor do que nunca com
este pequeno para iluminar seu lar. Foi Deus quem deu o nome ao bebê,
pois este nome devia ter um significado profético para a nação. Ele o
chamou de Jezreel, pois foi lá que Jeú, bisavô de Jeroboão,
ambiciosamente subiu ao trono por meio de violência e derramamento de
sangue. Embora a dinastia de Jeú tivesse prosperado por algum tempo, sua
destruição despontava no horizonte e devia acontecer no vale de Jezreel
(Oseias 1:4-5).
Foi logo após o nascimento de Jezreel que Oseias
parece ter notado uma mudança em Gômer. Ela se tornou irrequieta e
infeliz, como um passarinho preso na gaiola. Ele continuou a pregar,
conclamando a nação desobediente a deixar o pecado e confiar em Deus
para livrá-la das ameaças das nações circunvizinhas. “Voltem para o
Senhor!” era o tema da sua mensagem, e ele pregava poderosa e
repetidamente (Os. 6:1; 14:1). No entanto, Gômer parecia cada vez menos
interessada em seu ministério. Na verdade, talvez tenha começado a se
ressentir dele. Talvez até tenha acusado Oseias de pensar mais na sua
pregação do que nela. Ela começou a procurar outras coisas para se
ocupar e a passar cada vez mais tempo longe de casa.
Os perigos são grandes quando marido e mulher têm
poucos interesses em comum. Às vezes, ele segue o seu caminho, e ela o
dela. Cada um tem seus próprios amigos e há pouca comunicação para unir
os dois mundos. A preocupação do marido com o trabalho talvez seja o
maior fator contribuinte para a separação. Ou talvez seja o crescente
envolvimento da esposa em atividades fora de casa e a consequente
negligência do seu lar. Pode ser também um simples desinteresse pelas
coisas do Senhor de qualquer uma das partes. No entanto, isso abre o
caminho para uma grande calamidade. Marido e mulher precisam fazer
coisas juntos e ter interesse nas coisas um do outro. Nesta história
inspirada, a responsabilidade é claramente colocada em Gômer, não em
Oseias. Ela não compartilhava do amor do marido por Deus.
Isso nos leva, em segundo lugar, à incessante agonia de Oseias.
A Escritura não nos dá detalhes sobre os acontecimentos, mas o que ela
diz nos permite fazer algumas conjecturas sobre o que causou a trágica
situação que veremos em breve. Provavelmente, as ausências de Gômer
foram ficando cada vez mais frequentes e prolongadas, e logo Oseias
começou a sentir uma ponta de suspeita sobre a fidelidade dela para com
ele. À noite, ele se deitava na cama e lutava com seus medos. Durante o
dia, ele pregava com o coração pesado. E suas suspeitas foram
confirmadas quando Gômer engravidou pela segunda vez. Agora era uma
menina, e Oseias estava convencido de que a criança não era sua. Sob a
direção de Deus, ele a chamou de Lo-Ruama, que significa “desfavorecida”
ou “não-amada”, implicando que ela não desfrutaria do amor do seu
verdadeiro pai. Novamente, o nome era um símbolo do afastamento de
Israel do amor de Deus e da disciplina que logo viria. Contudo, nem
mesmo essa mensagem espiritual conseguiu acalmar a alma atribulada do
profeta.
Tão logo a pequena Desfavorecida foi desmamada,
Gômer concebeu mais uma vez. Era outro menino. Deus disse a Oseias para
chamá-lo de Lo-Ami, que significa “não meu povo” ou “não meu parente”.
Este nome simbolizava a alienação de Israel do Senhor, e também
desmascarava as escapadas pecaminosas de Gômer. A criança nascida na
casa de Oseias não era dele.
Agora tudo tinha vindo à tona. Todo mundo sabia dos
casos amorosos de Gômer. Embora o segundo capítulo inteiro da profecia
de Oseias descreva o relacionamento do Senhor com Seu povo infiel,
Israel, é difícil deixar de sentir que isso é demonstrado no
relacionamento entre Oseias e Gômer, ensanduichado entre dois capítulos
que claramente descrevem essa história triste e sórdida. Ele pleiteou
com ela (2:2); ameaçou deserdá-la (2:3); e mesmo assim ela continuou
correndo atrás de seus amantes, porque eles lhe prometiam muitas coisas
materiais (2:5). Em certa ocasião, ele até tentou impedi-la (2:6), mas
ela continuou a procurar seus companheiros de pecado (2:7). Oseias
sempre a levava de volta, demonstrando seu amor e perdão, e eles
tentavam novamente. No entanto, o arrependimento dela tinha vida curta e
logo ela estava outra vez atrás de um novo amante.
Então, veio o golpe fatal. Talvez tenha sido um
bilhete ou um recado enviado por um amigo, mas a essência parece ter
sido: “Estou indo embora, e desta vez é para sempre. Encontrei meu
verdadeiro amor. Não volto mais”. Como Oseias deve ter sofrido! Ele a
amava tanto, e chorou tanto por sua causa, que era como se ela tivesse
morrido. Seu coração doía por saber que ela escolhera uma vida que
certamente a levaria à ruína. Seus amigos provavelmente lhe disseram:
“Deixa-a ir, Oseias. Agora você pode se livrar dessa adúltera de uma vez
por todas”. Mas Oseias não pensava assim. Ele queria tê-la em casa de
novo.
Não podemos deixar passar essa mensagem de amor eterno.
Oseias queria ver Gômer novamente ao seu lado como uma esposa fiel. E
ele acreditava que Deus era poderoso o suficiente para fazer isso. Um
dia ele ouviu uma fofoca de que ela tinha sido abandonada pelo amante.
Ela tinha se vendido à escravidão e atingido o fundo do poço. Essa era a
última gota. Com certeza, agora, Oseias iria esquecê-la. Mas seu
coração lhe disse: “Não!”. Ele não poderia desistir dela. E, então, Deus
lhe falou: “Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e
adúltera, como o SENHOR ama os filhos de Israel, embora eles olhem para
outros deuses” (Os. 3:1).
Gômer ainda era amada por Oseias, mesmo sendo
adúltera, e Deus queria que ele fosse atrás dela novamente e lhe
mostrasse seu amor. Como alguém poderia amar tanto? A resposta estava
bem ali no mandado de Deus a ele: “como o SENHOR ama”. Só alguém que
possui o amor e o perdão de Deus pode amar com essa perfeição. E quem
experimenta o amor perdoador de Deus não pode deixar de amar e perdoar
os outros. Maridos cristãos devem amar a esposa como Cristo amou a
Igreja (Efésios 5:25), e Oseias é um excelente exemplo bíblico desse
tipo de amor.
Assim ele deu início à sua busca, levado por esse
indestrutível amor divino, amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera,
tudo suporta, e jamais acaba. Finalmente ele a encontrou, toda
esfarrapada, machucada, doente, suja, desgrenhada, largada, presa a uma
plataforma de leilão de um asqueroso mercado de escravos, uma figura
repulsiva da mulher que um dia fora. E ficamos nos perguntando como
alguém poderia amá-la nessas condições. Oseias, no entanto, comprou-a
por quinze peças de prata e um ômer e meio de cevada (Oseias 3:2).
Então, ele lhe disse: “tu esperarás por mim muitos dias; não te
prostituirás, nem serás de outro homem; assim também eu esperarei por
ti” (Oseias 3:3). De fato, ele pagou por ela, levou-a pra casa e, por
fim, restabeleceu-a como sua esposa. Embora não encontremos nada mais na
Escritura sobre o relacionamento entre os dois, podemos presumir que
Deus tenha usado esse ato magnânimo de amor e perdão para enternecer o
coração de Gômer e mudar sua vida.
Quantas vezes o marido ou a esposa devem perdoar?
Alguns dizem: “Se eu sempre perdoar, simplesmente vou acabar aceitando
sua vida de pecado”. Ou, “Se eu sempre perdoar, ela vai achar que pode
fazer o que quiser”. Outros dizem: “Se eu sempre perdoar, é como se
estivesse endossando seu comportamento”. Ou, ainda, “Não posso suportar
outro golpe como esse. Se ele fizer de novo, vou embora”. Entretanto,
essas são respostas humanas. Preste atenção na resposta do Senhor Jesus.
Veja, Pedro tinha feito ao Senhor a mesma pergunta: “Senhor, até
quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete
vezes?” E a resposta do Senhor foi: “Não te digo que até sete vezes, mas
até setenta vezes sete” (Mt. 18:21-22). Isso é muito perdão. Na verdade, Cristo estava simplesmente dizendo, de forma encantadora, que não há limite para o perdão.
Às vezes, são apenas pequenos deslizes e coisas do
dia a dia que precisam ser perdoados, alguma palavra áspera ou alguma
acusação mais irritada. Mas nós ficamos alimentando a mágoa, deixando-a
nos consumir, e guardamos a amargura e o ressentimento que corroem o
nosso relacionamento. Talvez seja um pecado mais grave, como o de Gômer,
e nós não conseguimos esquecê-lo. Ficamos remoendo o problema e nos
torturando por causa dele, trazendo-o sempre à mente, numa tentativa
inconsciente de punir o nosso cônjuge pelas mágoas que sofremos. Nós
tentamos perdoar, mas pouco tempo depois lá está ele novamente,
atormentando nosso pensamento. Grandes mágoas, às vezes, levam tempo
para serem curadas. Elas vão e voltam ao pensamento. Não há como evitar
isso. No entanto, a cada volta, precisamos, antes de qualquer outra
coisa, lembrar a nós mesmos que já perdoamos, e então repetir o quanto
fomos perdoados por Deus, pedindo-Lhe que retire os pensamentos
destrutivos e rancorosos da nossa cabeça.
Perdoar não significa, necessariamente, sofrer em
silêncio. A necessidade de conversa franca e aberta requer que
expressemos os nossos pensamentos e sentimentos, que falemos sobre a
nossa mágoa e como o nosso cônjuge pode nos ajudar a superar isso. Deus
nos diz o quanto o nosso pecado O magoa. Gômer, com certeza, sabia o
quanto seus casos amorosos partiam o coração de Oseias. O que dissermos
precisa ser dito com amor e carinho, mas temos tanto a necessidade
quanto a obrigação de compartilhar o que está no nosso coração.
Perdoar também não significa, necessariamente, tomar
medidas positivas para nos resguardar contra os pecados recorrentes.
Esse ponto talvez necessite de um aconselhamento mais extensivo; talvez
seja preciso uma reavaliação sincera da nossa personalidade e dos nossos
hábitos; pode significar também uma mudança do nosso estilo de vida ou
de lugar. Deus toma medidas positivas para nos ajudar a querer
agradá-lO. É para isso que serve a disciplina divina. Nós não
disciplinamos uns aos outros, mas podemos discutir as medidas que nos
ajudarão a evitar as mesmas armadilhas no futuro.
Perdoar, no entanto, significa sofrer pelo pecado da
outra pessoa. Não podemos retaliar, de forma a fazer a pessoa culpada
pagar pelo seu erro. Devemos absolvê-la de toda a culpa. Deus pode usar
esse amor perdoador para amolecer corações endurecidos e mudar vidas
calejadas mais rápido do que se possa imaginar. Esta é a lição de Oseias
e Gômer, a lição do perdão. O amor e o perdão de Deus permeiam toda a
profecia de Oseias. Por favor, não entendam isso de forma errada. Deus
odeia o pecado; o pecado entristece o Seu coração; Ele não pode fechar
os olhos para o pecado; Sua perfeita retidão e Sua perfeita justiça
exigem que Ele o trate. Mas Ele ainda ama os pecadores e diligentemente
os busca e lhes oferece Seu amor e Seu perdão.
O antigo povo de Deus, Israel, estava sempre
voltando aos seus pecados. “Que te farei, ó Efraim? Que te farei, ó
Judá? Porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e como o orvalho da
madrugada, que cedo passa” (Os. 6:4). No entanto, Deus nunca deixou de
amá-los. “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu
filho” (Os. 11:1). “Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor” (Os.
11:4). “Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel?” (Os.
11:8). E, justamente porque Ele nunca deixou de amá-los, Ele não deixou
de pleitear com eles: “Volta, ó Israel, para o SENHOR, teu Deus,
porque, pelos teus pecados, estás caído” (Os. 14:1).
É assim que precisamos amar. É assim que precisamos
perdoar. Precisamos arrastar as feridas purulentas cultivadas em nosso
coração até a cruz de Cristo ━ onde um dia depositamos o fardo da nossa
culpa e descobrimos o perdão de Deus ━ e devemos deixá-las lá. Quando
conseguirmos perdoar plenamente, a nossa mente será libertada do
cativeiro de ressentimento que criou uma barreira entre nós, e seremos
livres para crescer em nossos relacionamentos.
Vamos conversar sobre isso
- Na sua opinião, quais são as principais causas de separação entre marido e mulher?
- Quais os interesses que vocês dois têm em comum? O que mais vocês poderiam fazer juntos para fortalecer sua união?
- Nem sempre maridos e esposa têm consciência do amor do outro. Seria de grande ajuda se cada um de vocês terminasse a seguinte frase: “Eu me sinto amado quando você…” ou “Eu digo que o amo quando…”
- Você consegue pensar nas coisas que seu cônjuge tem feito a você que o impedem de expressar livremente seu amor por ele? Conte-as ao seu cônjuge e expresse seu completo perdão a ele.
- Como você pode impedir que os erros que você perdoou de outras pessoas fiquem voltando à sua mente e destruam sua paz?
- Que medidas positivas você e seu cônjuge podem tomar para impedir que certos pecados fiquem se repetindo em suas vidas?
terça-feira, 28 de novembro de 2017
As Bençãos de Abraão
Gênesis 12:1-3 “Ora,
disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de
teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande
nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!
Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem;
em ti serão benditas todas as famílias da terra.”
Meu amado, filhinho na fé, ovelha do Senhor!
Todos os eleitos de Deus têm os seus
nomes inscritos no Livro da Vida, renasceram de uma semente
incorruptível, têm uma chamada de Deus, bíblica, divina, espiritual,
para viverem na abundância prometida por Jesus Cristo. O nosso chamado é
de uma vida abundante. Tanto é verdade que no Livro de João 10:10, na parte “b”, diz assim: “… eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.”
Esta abundância será para todas as áreas
da vida: prosperidade, bem-estar, equilíbrio emocional, paz na família e
realizações de sonhos! Tenho que instilar dentro de ti esta Revelação
das bênçãos de Deus, para que tu creias e desfrutes da vida abundante e
das bênçãos do Senhor. Temos direito a vivermos na abundância de Deus, a
andarmos de forma abundante. Abundância é oposta à falta, à carência, à
doença e à crise.
Davi soube expressar muito bem, com o Salmo 23 – que todos os crentes recitam de cor –, que, na realidade, a abundância é prometida por Jesus Cristo. Davi diz no Salmo
23: “O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em
pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso;
refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu
nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal
nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.
Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a
cabeça com óleo; o meu cálice transborda. Bondade e misericórdia
certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa
do SENHOR para todo o sempre.”
Eu fiz esta introdução para tu
conheceres a proposta que Deus fez ao nosso pai na fé, Abraão. Deus
disse a Abraão: ‘Olha, sai da tua terra, da tua parentela, da parentela
do teu pai…’ Por que o Senhor pediu isso a Abraão? Porque Deus queria
que Abraão deixasse a idolatria, os seus antepassados, o regime
diabólico da idolatria e fosse para a terra que Ele lhe prometera.
Eu gostaria que tu percebesses que
Abraão simboliza a bênção de Deus na nossa vida. Por quê? Porque aquilo
que o Senhor disse que faria com Abraão é estendido a sua descendência.
Eu e tu estamos incluídos nesta promessa. Agora, Deus fez tudo isso a
Abraão para que ele fosse uma bênção: “Sê tu uma bênção!”, disse Deus. Ou seja, a coisa mais maravilhosa é sermos uma bênção, porque somos abençoados por Deus, para abençoar.
Meu amado, vê o que Deus disse: “em ti serão benditas todas as nações.”
Ora, bendito significa o quê? Abençoado! É possível uma pessoa ser uma
bênção para toda a sua família. É possível um homem, uma mulher serem
uma bênção para a sua empresa. É possível uma igreja ser uma bênção para
a sua cidade, para o seu país, porque esta é a promessa de Deus.
Deus não falha quando Ele promete. Tanto é verdade que em Gênesis 13:1-2 diz assim: “Saiu,
pois, Abrão do Egito para o Neguebe, ele e sua mulher e tudo o que
tinha, e Ló com ele. Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro.”
Algumas pessoas, quando lêem que Abraão
era muito rico, pensam que isso é coisa do passado, ficou lá atrás… A
bênção de Abraão é para as famílias descendentes de Abraão, nas quais
toda a Igreja de Jesus, em toda a face da terra, está envolvida, pela
fé, por meio de Jesus Cristo.
Quando as bênçãos de Deus se
manifestaram na vida de Abraão, naturalmente que todas as áreas da sua
vida foram afetadas. Vê algo interessante nos versículos
7-9: “Houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do
gado de Ló. Nesse tempo os cananeus e os ferezeus habitavam essa terra.
Disse Abrão a Ló: Não haja contenda entre mim e ti e entre os meus
pastores e os teus pastores, porque somos parentes chegados. Acaso, não
está diante de ti toda a terra? Peço-te que te apartes de mim; se fores
para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para
a esquerda.”
Como havia uma promessa de bênção para
Abraão, quando surgiu uma incompatibilidade com o seu sobrinho, ele se
separou sem se importar se iria para a direita ou para a esquerda.
Abraão sabia que para onde fosse, a bênção de Deus estaria com ele.
Abraão sabia que tinha a bênção de Deus sobre a sua vida, sobre os seus
bens, sobre todos os destinos da sua vida. Este tipo de convicção é o
mesmo que a Igreja precisa ter. Crê! Onde tu estiveres, aonde tu fores, a
bênção de Deus estará contigo!
Quando tu sabes que a bênção de Deus é
tua herança, que ela te pertence por direito, tu não lutas, não entras
em contendas, não te preocupas, não perdes tempo com discussões se é da
“lei” ou se não é. Tu tomas posse! Chamas à existência! Crê nisto!
Vamos continuar vendo. Versículos
14-17: “Disse o SENHOR a Abrão, depois que Ló se separou dele: Ergue os
olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e
para o ocidente; porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à
tua descendência, para sempre. Farei a tua descendência como o pó da
terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então se
contará também a tua descendência. Levanta-te, percorre essa terra no
seu comprimento e na sua largura; porque eu ta darei.”
Meu irmão, estamos diante de um fato:
não importa o que “Ló” possa dizer – Ló pode ser um esposo não
convertido, uma esposa não convertida, um vizinho que não tem a visão de
Deus, um colega que é espírita e que denigre a obra do Senhor –, não
importa! Estamos estabelecendo um Projeto de Vida Vitoriosa, e é preciso
que tu ergas os teus olhos – erguer os olhos significa olhar para Deus –
que tu confies em Deus, porque, às vezes, as notícias são tão terríveis
que podem levar-te ao desânimo: ‘Quando eu vou ter o meu carro? Quando é
que os meus filhos vão se formar? Quando é que eu vou comprar a minha
casa?’ Tu não deves andar pelo que tu vês, pois a Bíblia diz que nós não
andamos pelo que vemos, mas andamos por fé! É preciso erguer os olhos.
Erguer os olhos demonstra confiança em Deus.
Depois, o Senhor disse: “levanta-te!”
Ou seja, não fiques parado, não fiques sem confessar a Palavra, não
fiques sem tomar uma atitude. Há muita gente inerte, há muita gente que
não crê, há muitos que acham que tudo isso é utopia. Porém, não estamos
tratando de um deus mitológico, não estamos tratando de um deus estátua,
não estamos tratando de um deus falível. Estamos falando dAquele que é
Rei e Senhor, que fez a promessa e Ele mesmo garante o Seu cumprimento.
Quando buscamos o Reino e a sua justiça em primeiro lugar, tudo nos é acrescentado. Lê Mateus 6:33.
Deus quer acrescentar ao Seu povo, quer
multiplicar. Não sou eu que quero induzir-te a alguma coisa, não! Isto é
bíblico. Deus fez com o nosso pai Abraão e disse que as famílias
descendentes seriam benditas na terra. Ora, família bendita significa
família abençoada; não é para apanhar da vida, para sofrer, para viver
com espinhos, para viver angustiada, medrosa; não é essa a proposta de
Deus. A Sua proposta continua sendo de uma vida de abundância, de uma
vida em que Ele acrescenta mais e mais.
Eu creio que Deus cuida de nós, que tudo
na nossa vida está debaixo do Seu controle, que onde estivermos, aonde
formos, a bênção de Deus estará conosco. Olha, tu podes estar lendo este
Recado começando do zero; podes ter perdido tudo – o inimigo te tirou
tudo. Mas, se tu creres nesta promessa de Deus, se começares a viver
segundo esta promessa, sabes o que acontece? A vida vai adiante, vai
além da imaginação, porque o Deus a quem servimos é o Deus
Todo-poderoso! E vou te dizer: hoje, temos uma outra profecia, e esta é
uma Revelação que se encontra em Provérbios 13:22: “…mas a riqueza do pecador é depositada para o justo.”
Como Deus pode fazer com que um militar,
um funcionário público, um assalariado, receba esta riqueza? Irmão,
Deus tem mostrado que Ele fará com que a riqueza do pecador seja
depositada para o justo.
O inimigo tem segurado muitas coisas. Só
que tem segurado temporariamente. Ele não tem poder nenhum.
Temporariamente ele tem prendido coisas, até que Deus comece a
liberá-las para os santos.
Eu vou te mostrar a profecia que Deus me deu: COMEÇARÁ A ACONTECER A MAIOR TRANSFERÊNCIA DE RIQUEZAS DOS PECADORES PARA OS JUSTOS!
Como é que Deus pode transferir riquezas dos pecadores para os justos?
Olha, criando grandes negócios, grandes possibilidades, grandes
promoções, grandes portas de emprego… Começará a maior transferência de
riquezas dos pecadores para os justos! Lê o Salmo 24:1.
Deus começará esta grande transferência
de riquezas dos ímpios para os justos, porque Ele é Dono de tudo! Tudo
Lhe pertence. Agora, o melhor de tudo é que isto é nossa herança!
Lamentavelmente, o povo de Deus tem vivido distante desta herança,
porque cada vez que se fala de bênção, promessa, herança etc., muita
gente se levanta e diz que é soberba, vaidade. Apesar das sete mil
promessas bíblicas, muitos duvidam.
Interessante: uma das armas que Deus nos
dá para que a bênção de Abraão se multiplique na nossa vida é o
reconhecimento de que Deus é Dono de tudo, e aquilo que Ele nos dá, na
realidade, pertence-Lhe, e que o nosso dízimo é a forma com que as
janelas dos céus são abertas sobre a nossa vida.
Eu creio que a prosperidade da qual
todos vamos desfrutar – a restituição de todas as coisas – não virá de
origem duvidosa, não virá de origem escusa e escura, mas sim por uma
transferência que Deus fará do pecador para o justo. Deus proverá!
Lê a passagem de Gênesis 22:11-14, que confirma que o nosso Deus é o Deus de toda provisão.
Então, qual era o segredo de Abraão? Obediência!
Toda vez que um homem de Deus, que uma mulher de Deus são obedientes à Voz do Senhor, olha o que sucede: Gêneses 24:1: “Era Abraão já idoso, bem avançado em anos; e o SENHOR em tudo o havia abençoado”.
Isto deve estar dentro do teu coração,
bem arraigado, porque o Senhor é o provedor para os obedientes, para os
obedientes à Sua Voz. Deus, miraculosamente, fará com que portas se
abram, que haja provisão nunca vista, que haja transferência dos ímpios
para os justos, e eu vou te dizer: PREPARA-TE! Prepara-te para alcançar,
para ultrapassar as tuas metas.
Em Gênesis 24:34-35 encerra a Revelação da vida de Abraão: “Então,
disse: Sou servo de Abraão. O SENHOR tem abençoado muito ao meu senhor,
e ele se tornou grande; deu-lhe ovelhas e bois, e prata e ouro, e
servos e servas, e camelos e jumentos.”
Não estamos debaixo de inspiração
humana, de inspiração maligna, de utopias ou de uma tensão psíquica
extra-sensorial. Estamos conhecendo o que a Bíblia diz a respeito das
bênçãos de Deus. Talvez tu perguntes: ‘Apóstolo, o senhor está falando
de Abraão. E como eu posso viver tudo isso? Como acontecerá comigo o que
aconteceu com Abraão?’ Bem, tu fizeste uma belíssima pergunta, e eu vou
te dar a melhor resposta em Gálatas 3:13-14: “Cristo
nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em
nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado
em madeiro), para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus
Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido.”
Então, se tu obedeceres, como Abraão obedeceu, Deus te abençoará muitíssimo. Gálatas 3:29: “E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.” Dize: ‘Eu sou herdeiro segundo a promessa.’
Em Gálatas 3:6, 9, o Senhor diz assim: “É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. … De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão.” Dize: ‘Eu sou um abençoado! E, se tu fores ao Livro de Efésios
1:3: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem
abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em
Cristo,”. Deus confirma esta Palavra em Hebreus 6:14: “dizendo: Certamente, te abençoarei e te multiplicarei.” Certamente, Deus está dizendo: ‘Eu te abençoarei e te multiplicarei.’
Quando tu pensas nisto, quando crês,
quando dependes de Deus, quando não dás ouvidos à outra voz, quando
ergues os teus olhos para Deus, quando te levantas em uma atitude de fé,
então, o sobrenatural, a provisão, o crescimento, a abundância, o
acrescentar de Deus acontecem. Eu creio no sobrenatural de Deus, irmão!
Porque, o natural, nós fazemos! O que é natural tu fazes, e Deus
acrescenta o “sobre”, Deus faz o sobrenatural. É preciso que a Igreja de
Jesus creia, é preciso que isto reforce a tua mente e o teu coração. Tu
tens que receber esta promessa para a tua vida! Tens que crer, falar,
pensar, viver e compartilhar com os amigos e com a família esta
promessa! Meu irmão, o sobrenatural de Deus acontecerá! O natural nós
fazemos, o sobrenatural Ele faz.
Eu sei que há pessoas lendo este Recado e
estão com muitas doenças, que têm vivido derrotadas, caídas, que têm
sido humilhadas, que têm lutado contra as drogas, que têm os seus
sentimentos esfrangalhados, esboroados, que não têm uma profissão
definida, que têm ouvido muitos “nãos”: não de porta de emprego, não à
felicidade e não ao bem-estar. Há pessoas cujos talentos estão apagados,
cujos nomes estão no CERASA, no SPC; parece que as suas vidas são uma
maldição. Outros têm todas as portas fechadas, estão com a alma
fragmentada, em uma confusão mental terrível, cansados de viver. Há
pessoas envolvidas com falsas religiões, toda a sua família tem andado
presa a maldições, trabalhos de terreiros, de amuletos, de encantamento,
de bruxarias, de velas, de poções mágicas e de orações psíquicas. Eu
vou dizer mais: Deus me mostrou que há alguém que há dez gerações, de
ambos os lados da família, do marido e da mulher, têm prisões: prisões
psíquicas tremendas que não lhes deixa evoluir na vida, enfermidades
mentais, maldições nos matrimônios. Dez gerações participando do
ocultismo. Seus antepassados prenderam seus descendentes fazendo
trabalho de magia negra para os netos, bisnetos, tetranetos, enfim,
ambos os lados da família muito sofridos. Há alguém que já tentou a
sorte em tudo, tem até dentro da sua carteira um trevo de quatro folhas,
em casa, na porta da cozinha, tem uma ferradura, costuma acender vela,
tem ossos de cemitério escondidos numa bolsinha vermelha, costuma usar a
cabala, cartas de tarô, hipnose, acredita em meditação transcendental,
foi subjugado pela teoria da reencarnação, tem acendido o incensário em
pêndulos. São casos que Deus está colocando no meu coração e que eu os
escrevi. Há alguém preso a horóscopo, à astrologia, ao vudu, a toda
classe de magia negra, tem participado de seções de levitação. Sei que
há alguém em um sofrimento muito grande, porque tem participado de
organizações secretas, chega mesmo a usar bola de cristal, experiências
com o diabo, portas abertas por demônios.
Agora, eu queria te dizer que em Jesus
Cristo tu és uma nova criatura! O Sangue do Senhor já te lavou, o Sangue
de Jesus já te lavou. O teu passado foi de ignorância, tu já
renunciaste a tudo isto. Certamente, o Senhor já te limpou o corpo, a
alma, e o espírito. O Senhor já fechou qualquer porta de acesso do
inimigo à tua vida. Tu já renunciaste a tudo que não procede de Deus. Se
não renunciaste, renuncia agora. Renuncia a bruxaria, a magia, os jogos
de ocultismo, as leituras de mãos, a astrologia, o zodíaco e o
horóscopo. Renuncia a isso! Renuncia a heresia da reencarnação, o
espiritismo, o mapa astral, a idolatria, a herança psíquica maligna, a
seita que nega a Divindade de Jesus, as filosofias espíritas e
orientalistas; renuncia! Fecha as portas a todas as práticas ocultas,
para que a bênção de Abraão se manifeste na tua vida; fecha! Renuncia,
porque, muitas vezes, a pessoa ora e lê uma mensagem como a que estás
lendo e diz: ‘Isto nunca será para mim! Isto está muito distante da
minha vida! Isto é absolutamente ilógico.’ Mas, sabe que tu podes ter
portas abertas, onde os teus antepassados encontraram fechadas por causa
da maldição hereditária. Cristo Jesus se fez maldição na cruz em nosso
lugar. Ele quebrou esse jugo, rompeu essa amarra, desfez esse nó. Quem
está em Cristo Jesus as portas do inferno não prevalecem na sua vida!
Renuncia a tudo o que é porta aberta
para o mal e fecha as tuas brechas, para que a bênção de Abraão de
manifeste. Contra a tua vida não vale encantamento, contra a tua vida
não vale encantamento. Tu és cabeça nesta terra, tu estás por cima, não
estás por baixo. Tu serás sempre um vencedor. A bênção de Abraão está na
tua vida, não importa qual foi a ignorância do passado, A BÊNÇÃO DE
ABRAÃO ESTÁ NA TUA VIDA!!! E, ASSIM COMO DEUS ABENÇOOU ABRAÃO, E O FEZ
GRANDE, E O ABENÇOOU MUITO, TAMBÉM FARÁ NA TUA VIDA!!!
Que cada um seja, por Deus, feito
grande! Os teus filhos, a tua casa, o teu marido, a tua esposa, os teus
negócios, onde tu trabalhas, lá estará a bênção de Deus, porque tu és
herdeiro com o crente Abraão, tu és abençoado, e se Deus fez com ele,
Ele fará contigo. A Palavra é viva, ela não volta atrás, é de Deus, e
Ele vela para que ela se cumpra.
O mundo precisa ouvir isto: QUE AS FAMÍLIAS DOS CRISTÃOS SÃO BENDITAS NESTA TERRA!
ASSIM SEJA, ASSIM DISSE O SENHOR!!!
SEJA UMA BÊNÇÃO
Gênesis 12.2
"Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção" (Gênesis 12.2).
Na Bíblia, a história de Abraão ocupa 14 capítulos do livro de Gênesis (Gênesis 11.27-25.11). Ao redor das Escrituras Sagradas, seu nome é mencionado 234 vezes.
Em algumas delas, encontramos um resumo simplesmente magnífico (Hebreus 11.8-19):
"Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia como herança, embora não soubesse para onde estava indo.
Pela fé peregrinou na terra prometida como se estivesse em terra estranha; viveu em tendas, bem como Isaque e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa. Pois ele esperava a cidade que tem alicerces, cujo arquiteto e edificador é Deus.
Pela fé Abraão e também a própria Sara, apesar de estéril e avançada em idade, recebeu poder para gerar um filho, porque considerou fiel aquele que lhe havia feito a promessa. Assim, daquele homem já sem vitalidade originaram-se descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e tão incontáveis como a areia da praia do mar. Todos estes viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-no de longe e de longe o saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Os que assim falam mostram que estão buscando uma pátria. Se estivessem pensando naquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Em vez disso, esperavam eles uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial. Por essa razão Deus não se envergonha de ser chamado o Deus deles, e lhes preparou uma cidade.
Pela fé Abraão, quando Deus o pôs à prova, ofereceu Isaque como sacrifício. Aquele que havia recebido as promessas estava a ponto de sacrificar o seu único filho, embora Deus lhe tivesse dito: “Por meio de Isaque a sua descendência será considerada”. Abraão levou em conta que Deus pode ressuscitar os mortos e, figuradamente, recebeu Isaque de volta dentre os mortos". (Hebreus 11.8-19)
Este gigante da fé não nasceu um gigante da fé. Ninguém nasce gigante da fé.
Filho de Terá, Abraão nasceu Abrão em Ur, na Mesopotâmia, uma terra em que adorava a diferentes deuses (cf. Josué 24.2), especialmente a deusa-lua, cujo símbolo era uma lua crescente. Na juventude, Abraão casou-se com Sarai. Provavelmente levando seus deuses na bagagem (Gênesis 31.32-35; 35.2-4), seu pai, patriarca da família, decidiu deixar Ur em direção a Canaã, levando o filho, com sua esposa, e o neto Lo. Pararam no meio do caminho, em Harã, ainda na Mesopotâmia.
Aí Abraão perdeu o seu pai e continuou a sua vida, ainda sem filhos, tornando-se o patriarca da família. De certo modo, Abraão era um vitorioso. Tinha deixado sua terra e conseguira ficar rico. Não precisava de mais nada, exceto de um filho, mas parecia conformado; seu sobrinho Lo lhe fazia as vezes de filho.
Foi nesta situação, já de pijama, sentado numa cadeira de balanço, podemos imaginar que sua vida realmente começou. Ele tinha 75 anos de idade.
Foi quando, segundo a Bíblia (Gênesis 12.1-9), "o Senhor disse a Abrão:
-- Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da erra serão abençoados.
Partiu Abrão, como lhe ordenara o Senhor, e Ló foi com ele. Abrão tinha setenta e cinco anos quando saiu de Harã. Levou sua mulher Sarai, seu sobrinho Ló, todos os bens que haviam acumulado e os seus servos, comprados em Harã; partiram para a terra de Canaã e lá chegaram. Abrão atravessou a terra até o lugar do carvalho de Moré, em Siquém. Naquela época os cananeus habitavam essa terra. O Senhor apareceu a Abrão e disse:
-- À sua descendência darei esta terra”.
Abrão construiu ali um altar dedicado ao Senhor, que lhe havia aparecido. Dali prosseguiu em direção às colinas a leste de Betel, onde armou acampamento, tendo Betel a oeste e Ai a leste. Construiu ali um altar dedicado ao Senhor e invocou o nome do Senhor. Depois Abrão partiu e prosseguiu em direção ao Neguebe" (Gênesis 12.1-9)
1. OLHE PARA ABRAÃO
Lendo esta narrativa, por que Deus chamou Abraão?
Penso em quatro razões.
1.1. A vida de Abrão não devia parar ali.
Havia muito ainda para ser vivido. Ele viveria ainda mais cem anos.
A vida é para ser vivida até o fim, e o único fim aceitável é a morte.
Deus queria mais para Abraão. Eu farei de ti uma grande nação.
Abraão estava satisfeito numa cadeira de balanço, mas Deus tinha mais para ele. Não para se contentar; era para continuar ousando; continuar saindo do comum para o incomum.
1.2. Deus tinha um projeto para o mundo.
Tudo o que aconteceu à Abraão e sua família desde os tempos em Ur, na Mesopotâmia, demonstra que o Criador do mundo não encerrou seu trabalho com a criação. Ele ainda trabalhava e Abraão o soube. Ele ainda trabalha e nós podemos sabê-lo.
Deus tem um projeto para o mundo. Quem conhece o Antigo e Novo Testamentos sabem que projeto tinha Deus para o mundo a partir de Abraão.
1.3. Deus precisava de Abraão.
Deus precisava dele.
Seu projeto começaria com uma família, continuaria com várias famílias, incluiria um povo e abrangeria a humanidade. Jesus era descendente de Abraão.
Deus precisa de você.
2. Abraão se tornou uma bênção.
E por que?
2.1. Ele decidiu ser uma bênção.
Diante do convite de Deus, Abraão respondeu "sim". Ele sempre respondia "sim", mesmo quando fosse para sacrificar seu filho, como ele imaginava.
2.2. Ele sabia de suas limitações.
Abraão pecou, pelo menos duas vezes: ao mentir ao Faraó e ao rei Abimeleque sobre sua esposa (Gênesis 12.10-20; 20.1-18), aos quais apresentou sua esposa Sara como irmã, e ao despedir Ismael, com sua mãe.
Somos vasos de barro e Deus nos diz que podemos ser bênçãos, por causa do pregamos e vivemos (2Coríntios 4.5-7): "Não pregamos nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor, e a nós como escravos de vocês, por causa de Jesus. Pois Deus, que disse: “Das trevas resplandeça a luz”a, ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós" (2Coríntios 4.5-7).
Somos imperfeitos, mas Deus quer nos aperfeiçoar.
2.3. Ele se sabia um peregrino.
Abraão sabia que era um arameu. Mais tarde, Moisés recordou esta condição do fundador de sua ação: "Então vocês declararão perante o Senhor, o seu Deus: ‘O meu pai era um arameu errante. Ele desceu ao Egito com pouca gente e ali viveu e se tornou uma grande nação, poderosa e numerosa" (Deuteronômio 26.5 ).
Lembre-se de quem você é. "Como são felizes os que em ti encontram sua força, e os que são peregrinos de coração!" (Salmo 84.5)
Como ensinou Pedro, somos estrangeiros e peregrinos no mundo; como tais devemos nos abster dos desejos naturais (1Pedro 2.11).
2.4. Ele sabia que Deus estava agindo nele por intermédio dele.
Várias vezes, Abraão ergueu altares ao Senhor (Gênesis 12.7 -- "O Senhor apareceu a Abrão e disse: “À sua descendência darei esta terra”. Abrão construiu ali um altar dedicado ao Senhor, que lhe havia aparecido"; 12.8 -- "Dali prosseguiu em direção às colinas a leste de Betel, onde armou acampamento, tendo Betel a oeste e Ai a leste. Construiu ali um altar dedicado ao Senhor e invocou o nome do Senhor"; 13.18 -- "Então Abrão mudou seu acampamento e passou a viver próximo aos carvalhos de Manre, em Hebrom, onde construiu um altar dedicado ao Senhor".)
Quando continuamos lendo o livro de Gênesis, vemos que Isaque seguiu o mesmo caminho (Gênesis 22.9; 26.25) e que Jacó se excedeu na mesma prática (Gênesis 33.20; 35.1,7).
Faça de sua vida um altar ao Senhor.
3. DECIDA SER UMA BÊNÇÃO
3.1. Tome a decisão de ser uma bênção.
Ser feliz é viver em harmonia com Deus.
3.2. Seja íntegro.
Deus busca pessoas íntegras para firmar parcerias (alianças).
Segundo a Bíblia (Gênesis 17.1-9), "quando Abrão estava com noventa e nove anos de idade o Senhor lhe apareceu e disse:
-- Eu sou o Deus todo-poderoso; ande segundo a minha vontade e seja íntegro. Estabelecerei a minha aliança entre mim e você e multiplicarei muitíssimo a sua descendência.
Abrão prostrou-se, rosto em terra, e Deus lhe disse:
-- De minha parte, esta é a minha aliança com você. Você será o pai de muitas nações. Não será mais chamado Abrão; seu nome será Abraão, porque eu o constituí pai de muitas nações. Eu o tornarei extremamente prolífero; de você farei nações e de você procederão reis. Estabelecerei a minha aliança como aliança eterna entre mim e você e os seus futuros descendentes, para ser o seu Deus e o Deus dos seus descendentes. Toda a terra de Canaã, onde agora você é estrangeiro, darei como propriedade perpétua a você e a seus descendentes; e serei o Deus deles. De sua parte -- disse Deus a Abraão -- “guarde a minha aliança, tanto você como os seus futuros descendentes" (Gênesis 17.1-9).
3.3. Pare de olhar demais para as suas necessidades.
Não se perca em suas necessidades. Pare de só pensar em você.
Doe-se. Abraão saiu de seu conforto. Saia de si mesmo.
3.4. Comece abençoando sua família.
Lo era um sobrinho-problema, porque egoísta, mas Abraão decidiu ser uma bênção para ele, tanto no plano material (ao deixar que escolhesse as terras que quisesse, na separação), quando no espiritual (quando intercedeu pela cidade em que morava, cidade ameaçada de destruição e destruída, mas sem Lo por causa da intervenção do tio).
3.5. Vire o jogo da sua vida, mesmo que esteja no segundo tempo.
Deus chama você, como chamou Abraão, para ser parceiro dEle na redenção do mundo.
Não seja imediatista. Abraão apostou. Vire o jogo da vida.
Deus é o nosso escudo nesta caminhada. ("Depois dessas coisas o Senhor falou a Abrão numa visão: `Não tenha medo, Abrão! Eu sou o seu escudo; grande será a sua recompensa!'” -- Gênesis 15.1 )
4. CONCLUSÃO
Ser uma bênção não é uma caminhada de triunfo em triunfo. A vida de Abraão não teve apenas altos. Teve baixos. Teve aflições.
O resultado é plenitude de vida.
O convite feito a Abraão, Deus o faz ainda hoje a nós.
Ele disse: "Abraão, seja uma bênção". Ele me/nos diz que devemos ser uma bênção.
Gênesis 12.2
"Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção" (Gênesis 12.2).
Na Bíblia, a história de Abraão ocupa 14 capítulos do livro de Gênesis (Gênesis 11.27-25.11). Ao redor das Escrituras Sagradas, seu nome é mencionado 234 vezes.
Em algumas delas, encontramos um resumo simplesmente magnífico (Hebreus 11.8-19):
"Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia como herança, embora não soubesse para onde estava indo.
Pela fé peregrinou na terra prometida como se estivesse em terra estranha; viveu em tendas, bem como Isaque e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa. Pois ele esperava a cidade que tem alicerces, cujo arquiteto e edificador é Deus.
Pela fé Abraão e também a própria Sara, apesar de estéril e avançada em idade, recebeu poder para gerar um filho, porque considerou fiel aquele que lhe havia feito a promessa. Assim, daquele homem já sem vitalidade originaram-se descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e tão incontáveis como a areia da praia do mar. Todos estes viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-no de longe e de longe o saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Os que assim falam mostram que estão buscando uma pátria. Se estivessem pensando naquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Em vez disso, esperavam eles uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial. Por essa razão Deus não se envergonha de ser chamado o Deus deles, e lhes preparou uma cidade.
Pela fé Abraão, quando Deus o pôs à prova, ofereceu Isaque como sacrifício. Aquele que havia recebido as promessas estava a ponto de sacrificar o seu único filho, embora Deus lhe tivesse dito: “Por meio de Isaque a sua descendência será considerada”. Abraão levou em conta que Deus pode ressuscitar os mortos e, figuradamente, recebeu Isaque de volta dentre os mortos". (Hebreus 11.8-19)
Este gigante da fé não nasceu um gigante da fé. Ninguém nasce gigante da fé.
Filho de Terá, Abraão nasceu Abrão em Ur, na Mesopotâmia, uma terra em que adorava a diferentes deuses (cf. Josué 24.2), especialmente a deusa-lua, cujo símbolo era uma lua crescente. Na juventude, Abraão casou-se com Sarai. Provavelmente levando seus deuses na bagagem (Gênesis 31.32-35; 35.2-4), seu pai, patriarca da família, decidiu deixar Ur em direção a Canaã, levando o filho, com sua esposa, e o neto Lo. Pararam no meio do caminho, em Harã, ainda na Mesopotâmia.
Aí Abraão perdeu o seu pai e continuou a sua vida, ainda sem filhos, tornando-se o patriarca da família. De certo modo, Abraão era um vitorioso. Tinha deixado sua terra e conseguira ficar rico. Não precisava de mais nada, exceto de um filho, mas parecia conformado; seu sobrinho Lo lhe fazia as vezes de filho.
Foi nesta situação, já de pijama, sentado numa cadeira de balanço, podemos imaginar que sua vida realmente começou. Ele tinha 75 anos de idade.
Foi quando, segundo a Bíblia (Gênesis 12.1-9), "o Senhor disse a Abrão:
-- Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da erra serão abençoados.
Partiu Abrão, como lhe ordenara o Senhor, e Ló foi com ele. Abrão tinha setenta e cinco anos quando saiu de Harã. Levou sua mulher Sarai, seu sobrinho Ló, todos os bens que haviam acumulado e os seus servos, comprados em Harã; partiram para a terra de Canaã e lá chegaram. Abrão atravessou a terra até o lugar do carvalho de Moré, em Siquém. Naquela época os cananeus habitavam essa terra. O Senhor apareceu a Abrão e disse:
-- À sua descendência darei esta terra”.
Abrão construiu ali um altar dedicado ao Senhor, que lhe havia aparecido. Dali prosseguiu em direção às colinas a leste de Betel, onde armou acampamento, tendo Betel a oeste e Ai a leste. Construiu ali um altar dedicado ao Senhor e invocou o nome do Senhor. Depois Abrão partiu e prosseguiu em direção ao Neguebe" (Gênesis 12.1-9)
1. OLHE PARA ABRAÃO
Lendo esta narrativa, por que Deus chamou Abraão?
Penso em quatro razões.
1.1. A vida de Abrão não devia parar ali.
Havia muito ainda para ser vivido. Ele viveria ainda mais cem anos.
A vida é para ser vivida até o fim, e o único fim aceitável é a morte.
Deus queria mais para Abraão. Eu farei de ti uma grande nação.
Abraão estava satisfeito numa cadeira de balanço, mas Deus tinha mais para ele. Não para se contentar; era para continuar ousando; continuar saindo do comum para o incomum.
1.2. Deus tinha um projeto para o mundo.
Tudo o que aconteceu à Abraão e sua família desde os tempos em Ur, na Mesopotâmia, demonstra que o Criador do mundo não encerrou seu trabalho com a criação. Ele ainda trabalhava e Abraão o soube. Ele ainda trabalha e nós podemos sabê-lo.
Deus tem um projeto para o mundo. Quem conhece o Antigo e Novo Testamentos sabem que projeto tinha Deus para o mundo a partir de Abraão.
1.3. Deus precisava de Abraão.
Deus precisava dele.
Seu projeto começaria com uma família, continuaria com várias famílias, incluiria um povo e abrangeria a humanidade. Jesus era descendente de Abraão.
Deus precisa de você.
2. Abraão se tornou uma bênção.
E por que?
2.1. Ele decidiu ser uma bênção.
Diante do convite de Deus, Abraão respondeu "sim". Ele sempre respondia "sim", mesmo quando fosse para sacrificar seu filho, como ele imaginava.
2.2. Ele sabia de suas limitações.
Abraão pecou, pelo menos duas vezes: ao mentir ao Faraó e ao rei Abimeleque sobre sua esposa (Gênesis 12.10-20; 20.1-18), aos quais apresentou sua esposa Sara como irmã, e ao despedir Ismael, com sua mãe.
Somos vasos de barro e Deus nos diz que podemos ser bênçãos, por causa do pregamos e vivemos (2Coríntios 4.5-7): "Não pregamos nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor, e a nós como escravos de vocês, por causa de Jesus. Pois Deus, que disse: “Das trevas resplandeça a luz”a, ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós" (2Coríntios 4.5-7).
Somos imperfeitos, mas Deus quer nos aperfeiçoar.
2.3. Ele se sabia um peregrino.
Abraão sabia que era um arameu. Mais tarde, Moisés recordou esta condição do fundador de sua ação: "Então vocês declararão perante o Senhor, o seu Deus: ‘O meu pai era um arameu errante. Ele desceu ao Egito com pouca gente e ali viveu e se tornou uma grande nação, poderosa e numerosa" (Deuteronômio 26.5 ).
Lembre-se de quem você é. "Como são felizes os que em ti encontram sua força, e os que são peregrinos de coração!" (Salmo 84.5)
Como ensinou Pedro, somos estrangeiros e peregrinos no mundo; como tais devemos nos abster dos desejos naturais (1Pedro 2.11).
2.4. Ele sabia que Deus estava agindo nele por intermédio dele.
Várias vezes, Abraão ergueu altares ao Senhor (Gênesis 12.7 -- "O Senhor apareceu a Abrão e disse: “À sua descendência darei esta terra”. Abrão construiu ali um altar dedicado ao Senhor, que lhe havia aparecido"; 12.8 -- "Dali prosseguiu em direção às colinas a leste de Betel, onde armou acampamento, tendo Betel a oeste e Ai a leste. Construiu ali um altar dedicado ao Senhor e invocou o nome do Senhor"; 13.18 -- "Então Abrão mudou seu acampamento e passou a viver próximo aos carvalhos de Manre, em Hebrom, onde construiu um altar dedicado ao Senhor".)
Quando continuamos lendo o livro de Gênesis, vemos que Isaque seguiu o mesmo caminho (Gênesis 22.9; 26.25) e que Jacó se excedeu na mesma prática (Gênesis 33.20; 35.1,7).
Faça de sua vida um altar ao Senhor.
3. DECIDA SER UMA BÊNÇÃO
3.1. Tome a decisão de ser uma bênção.
Ser feliz é viver em harmonia com Deus.
3.2. Seja íntegro.
Deus busca pessoas íntegras para firmar parcerias (alianças).
Segundo a Bíblia (Gênesis 17.1-9), "quando Abrão estava com noventa e nove anos de idade o Senhor lhe apareceu e disse:
-- Eu sou o Deus todo-poderoso; ande segundo a minha vontade e seja íntegro. Estabelecerei a minha aliança entre mim e você e multiplicarei muitíssimo a sua descendência.
Abrão prostrou-se, rosto em terra, e Deus lhe disse:
-- De minha parte, esta é a minha aliança com você. Você será o pai de muitas nações. Não será mais chamado Abrão; seu nome será Abraão, porque eu o constituí pai de muitas nações. Eu o tornarei extremamente prolífero; de você farei nações e de você procederão reis. Estabelecerei a minha aliança como aliança eterna entre mim e você e os seus futuros descendentes, para ser o seu Deus e o Deus dos seus descendentes. Toda a terra de Canaã, onde agora você é estrangeiro, darei como propriedade perpétua a você e a seus descendentes; e serei o Deus deles. De sua parte -- disse Deus a Abraão -- “guarde a minha aliança, tanto você como os seus futuros descendentes" (Gênesis 17.1-9).
3.3. Pare de olhar demais para as suas necessidades.
Não se perca em suas necessidades. Pare de só pensar em você.
Doe-se. Abraão saiu de seu conforto. Saia de si mesmo.
3.4. Comece abençoando sua família.
Lo era um sobrinho-problema, porque egoísta, mas Abraão decidiu ser uma bênção para ele, tanto no plano material (ao deixar que escolhesse as terras que quisesse, na separação), quando no espiritual (quando intercedeu pela cidade em que morava, cidade ameaçada de destruição e destruída, mas sem Lo por causa da intervenção do tio).
3.5. Vire o jogo da sua vida, mesmo que esteja no segundo tempo.
Deus chama você, como chamou Abraão, para ser parceiro dEle na redenção do mundo.
Não seja imediatista. Abraão apostou. Vire o jogo da vida.
Deus é o nosso escudo nesta caminhada. ("Depois dessas coisas o Senhor falou a Abrão numa visão: `Não tenha medo, Abrão! Eu sou o seu escudo; grande será a sua recompensa!'” -- Gênesis 15.1 )
4. CONCLUSÃO
Ser uma bênção não é uma caminhada de triunfo em triunfo. A vida de Abraão não teve apenas altos. Teve baixos. Teve aflições.
O resultado é plenitude de vida.
O convite feito a Abraão, Deus o faz ainda hoje a nós.
Ele disse: "Abraão, seja uma bênção". Ele me/nos diz que devemos ser uma bênção.
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